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TALVEZ UM DIA...

por Tiago Seixas, em 25.04.17

Talvez um dia...

Um dia talvez eu seja assim
Ganhe ases e voe mundo fora
Talvez me torne maior, 
e do alto consiga ver a beleza que o universo tem
consiga atravessar oceanos e continentes
e pouse nas mãos de quem me ama
Um dia talvez eu seja assim
Consiga ver a perfeição no Homem lá do alto
Talvez eu perceba como tudo funciona
Que o meu grito não saia preso
ao ver tanta injustiça, ingratidão, sofrimento
tanta desigualdade
e pouse nas mãos dos solitários
Um dia talvez eu seja assim
Já não precise de derramar lágrimas
nem me digladiar por tantas causas
Porque tenho asas para cobrir
aqueles que têm frio
Um dia talvez eu seja assim
Seja livre e só tenha asas
e que as tesouras não cheguem ao céu
para que eu possa voar livremente
Talvez um dia
eu perceba o porquê das coisas
e por que choram as crianças 
e por que choram os idosos
e por que choram os amantes
Talvez um dia , eu seja assim
e vos cubra de penas, como afago
Talvez um dia, eu ganhe asas
e seja feliz como eu mereço
talvez um dia, talvez um dia...

Tiago Seixas

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publicado às 22:12


OS PÁSSAROS TAMBÉM CHORAM

por Tiago Seixas, em 23.04.17

NUNCA DESISTAS DE TI
(Tiago Seixas)

Nunca desistas de ti
que te digam o que é certo ou errado
que as opiniões dos outros condicionem as tuas decisões
Ouve apenas o teu coração. Ele é assertivo
O resto é burburinho, confusão
Nunca desistas de ti
Jamais aceites que te anulem, que te inflijam
abusos quer físicos quer psicológicos
Ama-te em primeiro lugar, todos os dias da tua vida
És a personagem principal deste enredo chamado vida
Por isso vive com toda a emoção
mesmo que as cadeiras estejam vazias e já não hajam aplausos
Nunca desistas de ti
mesmo quando uma doença te molesta
Tens tudo dentro de ti, acredita que és capaz
A meta espera-te. Vais vencer
Nunca desistas de ti
Mesmo quando não há amor
Há sempre alguém que nos espera. Há sempre um sorriso franco e uns braços abertos
Reitero Deus observa mas espera, o momento certo para agir
Luzes surgirão nas trevas
Nunca desistas de ti
És mais forte do que pensas
O tamanho da tua cruz é da dimensão do teu arcaboiço
És forte, és capaz, supera-te
Nunca desistas de ti
A felicidade está dentro de ti
Acredita sempre. Cultiva o bem, o amor e a paz. 
És o resultado do que semeaste.
Luta pelos teus ideais, causas e valores.
Respeita o próximo, como a ti.
Não tenhas medo, o medo paralisa.
Entrega-te a experiências enriquecedoras, elas têm a capacidade de te transformar
Nunca desistas de ti...
vive cada dia, como se fosse o último
ou então encosta-te a um canto e vê a vida passar
Não delegues a tua felicidade nos outros
Ela é o teu maior tesouro
Bastas-te a ti, ama-te em primeiro lugar e depois espalha esse amor pelos outros
Nunca desistas dos teus sonhos, nunca deixes que te digam o caminho
Ouve o teu coração, acredita sempre
Se acreditares, és capaz
Se fores capaz, vais conseguir!

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publicado às 22:42


OS PÁSSAROS TAMBÉM CHORAM

por Tiago Seixas, em 14.04.17

Os Filhos do Nada (Tiago Seixas)

 

Os Filhos do Nada

Também tiveram pai e mãe

mas não tiveram colo

nem blandícias ao adormecer

Os Filhos do Nada

constroem castelos de sonhos

e de caixotes da rua

Fazem capas de heróis

Os Filhos do Nada

Nada têm, mas tudosão

São reis e príncipes

Das ruas, das esquinas

e têm como amante o luar

Os Filhos do Nada

Nada têm

São livres, para voar

Não vivem presos ao capitalismo

e a suas chagas, são eufemismos

Os filhos do nada

são os que mais depressa dizem

por favor,

obrigado,

com licença

Os filhos do nada

nada têm

mas têm o sonho

e na ponta dos pés, a esperança do mundo...

 Tiago Seixas, (dedicado a todos aqueles que se sentem sós, oprimidos, abandonados, mormente aos sem-abrigo)

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publicado às 22:54


...

por Tiago Seixas, em 03.04.17

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BERTRAND

WOOK

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OS PÁSSAROS TAMBÉM CHORAM

 

Das personagens que coabitam no mesmo prédio e se moldam à volubilidade da vida, imiscuindo-se nos dramas alheios, surge o jovem Guilherme, cuja veleidade é ser um escritor de sucesso que almeja obsessivamente um amor idílico até sevandijar-se. Do outro lado da cidade, cicia a solidão, Dona Leonilde, uma velhinha cujo rapto do neto, a fez sucumbir à alienação mental. É através do diário, de Maria Rita, sua filha, molestada por um cancro e vítima de violência doméstica, que os dois constroem uma relação egrégia de afetos e compaixão. Guilherme para mitigar o sofrimento da idosa assume o papel do neto desaparecido e rende-se à sua ternura.  Numa narrativa inspiradora, o autor reflete sobre diversos sentimentos como a perda, a paixão, o ódio, o perdão, mormente, a complexidade humana e reitera que só o amor transforma o mundo. É como se dos seus dedos brotassem rosas, que ele oferece ao leitor para que as desfolhe e juntos viagem nas asas de um sonho.

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publicado às 21:26


...

por Tiago Seixas, em 02.04.17

Naquele prédio inusitado, tudo era de loucos! A porteira coscuvilheira de ouvido atrás da porta que vivia de contos e ditos. Depois batia no peito com santimónia para dizer que não era de intrigas. As velhinhas dos últimos andares, que arrastavam o véu negro da morte, pelas vidas entediadas. Eram queridas inimigas. Uma tinha artes de surrupiar, a outra vivia em conflito com a neta. Os gatos eram verdes, amarelos e vermelhos. As escadas, eram infinitas até ao céu. Tudo me punha a cabeça a andar à roda. No apartamento, do Diogo, era um entra e sai de mulheres, no rés do chão Silvina e Toninho, discutiam mais uma vez "Sou uma desgraçada". "Dá-me um beijo"- dizia ele. "Chega-te para lá, que fedes a álcool". "Vou ao pão" e Silivina metia-se na mercearia para se amantizar com o merceeiro. Que deleite para Alice, a porteira, já ter o que contar. "Vá Toninho, que bom homem! Qualquer dia temos de mandar alargar as portas". "Cala-te mulher, só dizes disparates" - resmoneava Carlos Zé, o marido. 
Era nas horas que me ausentava para ir visitar Dona Leonilde, para me fazer passar pelo seu neto Bruno, que encontrava um pouco de sossego. "Lá vai ele esmifrar a velha louca" - dizia a porteira à vizinha a sussurrar. "Que está a dizer?" - perguntava-lhe eu, acenando o dedo em riste. "Sua maldosa, não sabe o que é compaixão". 
"Chegaste Bruno, vieste atrasado." -dizia Dona Leonilde, com o diário de Maria Rita na mão. Naquele momento não era Guilherme, mas sim Bruno. Sentava-me aos seus pés, ela afagava-me os cabelos e eu começa a ler, a vida triste de Rita, que a todos nós muito ensinou...

Por Tiago Seixas, súmula de "Os Pássaros também choram"

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publicado às 21:59


OS PÁSSAROS TAMBÉM CHORAM

por Tiago Seixas, em 02.04.17

Quando eu casei pensei que era para toda a vida.
Assim me ensinaram
Ele era de boas famílias, tratava-me bem, dizia que me amava
Devia ter reparado nos sinais, durante o namoro começou a ser desconfiado
Controlava as minhas saídas, as minhas amizades, até se intrometia na forma como eu me vestia
Até ao dia que me deu uma primeira bofetada
Eu perdoei
Casei e gradualmente começaram as agressões
Primeiro, os insultos, fazia-me sentir um lixo
Depois paulatinamente, vieram as agressões físicas
Ele era engenheiro
Éramos de uma classe social alta
Sempre aguentei em silêncio
Escondi os abusos que me eram infligidos, de todos
Anulei-me
Até ao dia, em que se mata ou se morre
Gritei, "Basta"
Denunciei, deixei que o sangue e os hematomas falassem por mim
Mas as chagas da alma, ninguém as vê
Só quem viveu o que eu vivi
Sabe o que é o Inferno
Agora o terror acabou
Estou a reconstruir-me como mulher
Não tenho vergonha de ter sido vítima de violência doméstica
Somos todas mais fortes do que pensamos
Se eu fui capaz, todas somos capazes...
Maria Rita

Por Tiago Seixas, Inspirado em "Os Pássaros também choram"

 

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publicado às 18:22


...

por Tiago Seixas, em 01.04.17

O pior nem foram as bofetadas, os murros ou os pontapés...Eram os nomes que ecoavam dentro da minha mente. Chamava-me de inábil, burra, feia. Destruía o meu ego, queria-me submissa das suas vontades e desejos, só assim se sentia homem. Isto não é um homem. Um homem é um cavalheiro, que respeita a mulher e a estima. Isto não é nada. Não tenho nada, roubaram-me um filho, que poderei querer mais da vida? Não tenho um copo, nem um prato, nem um vidro que não esteja partido. A minha alma está fragmentada, o meu corpo violentado. Sou guitarra que não toca, sou barco à deriva no mar. Estou muito cansada, cansada de fingir estar tudo bem. Ninguém sonha o que vivi, sorrio às pessoas e escondo esta miséria de vida. Sou um mendigo de afetos e estou cansada. Muito cansada. Quando o meu filho voltar, por isso não sucumbi ao desespero, porque tenho fé que o meu menino volte, quero que me olhe com orgulho. Ensinaram-me que o casamento é para a vida, que o amor é para sempre. Que amor é este, que me humilha? Não, eu não quero mais isto, eu mereço muito mais, mereço ser feliz, basta de ameaças, torturas, pelos meus filhos, mormente por mim, eu digo "Não à violência doméstica"! Maria Rita

Por Tiago Seixas, Inspirado no romance "Os Pássaros também choram". Eu Tiago, jovem, homem e cidadão, digo NÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA! Que o meu livro seja um contributo, uma mensagem de alerta e prevenção a todas as Ritas do mundo, por quem eu tenho o maior dos respeitos!

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publicado às 21:50


...

por Tiago Seixas, em 01.04.17

Reitero o assunto, não acredito em acasos, nem em coincidências. Quando o cancro venceu o corpo da minha madrinha mas não a alma, visto o nosso amor ser intemporal, a minha amada avó fustigada pela dor da perda de mais um filho, nada mais quis do vasto espólio da minha madrinha, do que a gaiola com a rola Piaf. Piaf foi batizada no meu livro, o nome do pássaro de Maria Rita, uma das personagens principais, vítima de violência doméstica. Amiúde sentava-me nas escadas de mármore, junto à gaiola, no jardim e fitava a rola. Ela adejava naquele pequeno espaço e cantava. Já tinha o livro escrito. Certo dia, a minha avó telefonou-me muito preocupada, "o pássaro não canta, é preciso ver o que se passa". Quando cheguei, com solicitude fui ver o que se passava, Piaf estava morta, caída no chão da gaiola. Nos meus olhos ressumbraram lágrimas, depois nos da minha avó quando lhe disse. Era a memória viva da minha madrinha! Tudo acaba! Fizemos-lhe um funeral digno. Meses depois, a minha avó teve um enfarte naquele mesmo local, no jardim. Guerreira, lutou pela vida, perdeu a autonomia, mas está lúcida aos 93 anos e connosco. Depois do livro publicado, chego ao ginásio, subo ao primeiro andar, na sala de cardio e musculação, onde solicitamente, me deixaram colocar um cartaz da minha obra e pela primeira vez ao fim de tantos anos, que o frequento assiduamente, vejo uma rola idêntica à Piaf, a evolar pelas máquinas, sobre a minha cabeça. Se as janelas estavam fechadas ou inclinadas, como é isto possível? A capa do meu livro é um pássaro a libertar as mãos de uma mulher, das amarras que lhe prendiam a uma vida de abusos infligidos pelo marido. Isto é real, eu confessei-me a uma rola Piaf, nos dias de maior desvario e solidão, quando encontro no ginásio uma cópia fiel de Piaf. Quem me explica isto??? Há coisas que não se explicam, sentem-se...Tiago Seixas

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publicado às 17:44



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